Cresce o interesse pela inteligência artificial
A Guerra Fria (1947–1991) foi um período de grande tensão política entre os Estados Unidos e a União Soviética, iniciado após a Segunda Guerra Mundial. Nessa disputa, os dois países competiam para demonstrar sua superioridade, investindo em avanços científicos que deram origem a tecnologias como satélites, viagens espaciais, armamentos, computadores, micro-ondas e a internet. Esse cenário de progresso tecnológico estimulou o interesse dos pesquisadores pela inteligência artificial, impulsionado pelos investimentos, pelos objetivos militares e pelo desenvolvimento da computação.
A Conferência de Dartmouth, realizada em Hanover, nos Estados Unidos, é considerada o evento fundador do campo de estudo da Inteligência Artificial. O encontro reuniu, na década de 1950, pesquisadores de renome como Trenchard More, John McCarthy, Marvin Minsky, Oliver Selfridge e Ray Solomonoff, apresentados na imagem acima, da esquerda para a direita. McCarthy, na imagem abaixo, foi o responsável pela criação do termo “inteligência artificial” defendendo que, no futuro, os computadores ganhariam o poder de simular a inteligência humana.
Não houve consenso entre os participantes da Conferência de Dartmouth acerca dos rumos da inteligência artificial. Mesmo com essa limitação inicial, a ideia de que máquinas poderiam simular a inteligência humana estimulou o desenvolvimento da área nas décadas seguintes.