Os dois invernos
O desenvolvimento da Inteligência Artificial passou por momentos de crise conhecidos como invernos da IA. Esses períodos ocorreram quando as expectativas criadas em torno da tecnologia não foram atendidas pelos resultados alcançados.
Entre 1974 e 1980 ocorreu o primeiro inverno da Inteligência Artificial, causado pelas limitações técnicas dos computadores da época, que não possuíam o poder de processamento da atualidade, além da publicação de críticas de pesquisadores que passaram a destacar publicamente resultados abaixo do prometido. Como consequência, houve cortes de financiamento, abandono de diversas pesquisas e perda da popularidade do termo “inteligência artificial”.
O segundo inverno da Inteligência Artificial aconteceu entre 1987 e 1993. Nesse período, muitos projetos fracassaram, principalmente os chamados sistemas especialistas. Esses sistemas tentavam substituir parte do trabalho de profissionais como professores, contadores e matemáticos. Apesar da proposta ambiciosa, eles apresentavam muitos problemas: eram caros, frágeis e difíceis de manter. Além disso, foram desenvolvidos em uma época em que os computadores possuíam muitas limitações. Como consequência, houve novamente desinteresse pelo tema e uma forte redução dos investimentos em Inteligência Artificial. Depois dessa experiência, pesquisadores e empresas passaram a adotar uma postura mais cuidadosas, concentrando seus esforços em aplicações mais simples e realistas dessa tecnologia.