Humanos e Computadores
A palavra computador, comum na atualidade, era usada no passado para designar seres humanos, e não máquinas. Ela se referia às pessoas que trabalhavam fazendo cálculos matemáticos complexos, que, entre outras atividades, ajudavam a controlar os recursos gastos durante os períodos de guerra, os impostos arrecadados pelo rei e até mesmo a quantidade de cereais colhido. Computar era um trabalho manual que exigia dedicação e concentração.
Na década de 1950, engenheiros e cientistas desconfiavam dos cálculos feitos por máquinas e, por isso, preferiam os realizados por pessoas. Como a programação era considerada uma tarefa menos importante, esse trabalho foi delegado às mulheres. Essa decisão criou oportunidades para que muitas delas se especializassem na área. O filme Estrelas Além do Tempo (2017), dirigido pelo cineasta Theodore Melfi, além de abordar o racismo, retrata essa realidade.
O caminho percorrido pelos computadores até se tornarem máquinas mais eficientes e confiáveis foi longo. Dentro desse quadro, o matemático inglês Alan Mathison Turing (1912), foi o primeiro a imaginar uma “máquina universal”, ou seja, capaz de simular todos os comportamentos dos computadores modernos, que executam múltiplas tarefas.
Embora nunca tenha construído um computador físico, Turing é considerado um dos pais da computação moderna.
As contribuições de Turing ajudaram os ingleses a vencerem os alemães na Segunda Guerra Mundial. Na época, os submarinos alemães dificultavam a circulação de navios britânicos, isolando a Inglaterra. Turing ajudou a decifrar as coordenadas secretas enviadas pelos alemães aos submarinos, codificadas pela máquina Enigma.
Para decifrar o código da enigma, Turing aperfeiçoou a máquina chamada de Bomba.